TEORIA E CRITICA LITERARIA - LIT BRASILEIRA

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Levantou-se e, apressadamente, desinfetou novamente as mãos e começou a trabalhar, confiante de que estava sendo orientada por mãos invisíveis. Depois de muitos esforços, eis que Benta consegue tirar a criança, mas, por obra do destino, a criança nasceu morta e não havia ninguém por testemunha. A mãe, quase inconsciente, nada podia registrar. [...] Tudo parecia conspirar a seu favor. ? Trocarei as crianças ? pensou num lapso. ? Não tenho condições de criá-la... Esse casal pode- rá dar a ela tudo e muito mais.... Enrolou a criança morta em vários panos e a colocou na bolsa, onde anteriormente guardava seus apetrechos de parteira. Sem pensar duas vezes, dona Benta saiu sem ser vista, carregando o bebê. Com ligeiros passos, chegou à sua casa. Estava ofegante, a criança parecia pesar o dobro. Tomou a criança que deixara no berço de Ari, colocando a morta na cama, ao lado de Maurício. Cuidadosamente, depositou a criança viva na sacola onde trouxera a outra e, abraçando-a junto ao peito, dirigiu-se rapidamente de volta à casa onde ainda necessitavam de seus préstimos. [...] Benta colocou nela as roupinhas do enxoval e a deitou no berço, onde estava tudo preparado à espera de sua chegada, ou seja, a chegada do bebê que não teve a oportunidade de viver. Voltou a atender a mãe, reanimando-a com cheiros fortes, para que pudesse ver e amamentar a criança, que deveria estar faminta. [...] Tomando a criança nos braços, ela continua a dizer: ? Olha que linda menina! ? obtemperou Benta, erguendo a criança diante dela ? Dê-lhe o seio para que possa se alimentar. Deixou-a nos braços felizes daquela que também quase morreu ao dar à luz. ? Missão cumprida! ? pensou, limpando o rosto. Agora só restava ir para casa e cuidar dos restos mortais de pai e filha. Ao chegar a casa, limpo o suor que lhe corria pela face, tombou no sofá e ali mesmo adormeceu, sem as devidas providências que deveriam ser tomadas.
Muralhas
R$66,00
Na gênese da criação, nasce o dia, a noite e o advento da razão. O Sol é o pai da luz, de toda cor e calor, e do destino de todo ser, que a natureza, que é beleza, faz brotar. É o rio que corre para o mar, desafio pra chegar. O pássaro canta o hino, que é da fonte ou do vento sussurrando na floresta, lá nos morros e nos vales. A vida feita em festa, com as vozes das montanhas soando em amorosa vibração. Se a vida canta, a música é da fonte, do rio, da chuva, do mar, do céu a ribombar. É do homem no desejo de amar. Este livro é uma canção da alma sensível ao amor e às belezas naturais.
Poesia da mata
R$30,00
A Segunda Era. O período em que a Horda dos Guerreiros dominava o reino dos homens. Foram mais de dois séculos de barbáries e torturas. Mas o povo insurgiu, intensas rebeliões aconteceram por todo o continente até que, finalmente, um acordo de paz foi celebrado entre a Horda e os lordes das demais casas. Nesse tratado foi decidido que um rei seria escolhido para governar Wingaard. Assim, o regente da cidade bancária de Mitiri, Lernar Trascius, foi proclamado rei, mudando-se com sua família para a Capital, fundando a Dinastia Trascius. Nossa história acontece quatro décadas após esse momento, no reinado de seu neto, Críon, que, há dez anos, assumiu o trono em um reino com grande insatisfação do seu povo com a Coroa. A Capital sofre pelos graves problemas decorrentes da extensa corrupção que ocorreu no reinado de seu pai. Não bastasse tudo isso, o rei ainda possui a preocupação com uma antiga profecia, que descreve a chegada de um grande mal que assolará todo o continente. Alguns sacerdotes previram que a chegada desse mal está próxima, pois acreditam que o primeiro dos três sinais de sua vinda acaba de ocorrer.
As narrativas dos ventos - O jogo do poder

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